Você saberia dizer a diferença entre sal e açúcar só olhando? À primeira vista, eles parecem iguais — mas basta experimentar para perceber que são completamente diferentes. O mesmo acontece com o gesso agrícola e o calcário: parecem iguais, mas possuem funções distintas e complementares no solo.
A correção do solo é uma etapa essencial para garantir a produtividade no campo, seja na agricultura ou na pecuária. Em solos ácidos, comuns em boa parte do Brasil, o uso desses dois insumos é uma prática consolidada para melhorar as condições químicas e físicas do solo.
Neste conteúdo, vamos mostrar como o gesso e o calcário atuam, quando aplicar cada um e por que entender essa diferença faz toda a diferença no bom desenvolvimento das culturas e das pastagens.
O que são calcário e gesso agrícola?
De maneira simplificada, o calcário agrícola é um insumo corretivo formado por carbonatos de cálcio e magnésio. Sua principal função é neutralizar a acidez do solo, elevando o pH nas camadas mais superficiais. Como resultado, há uma melhora significativa na disponibilidade de nutrientes como fósforo e potássio, essenciais tanto para as lavouras quanto para o crescimento das forrageiras em áreas de pastagem.
Por outro lado, o gesso agrícola é um condicionador de solo à base de sulfato de cálcio. Diferentemente do calcário, ele não altera o pH, mas atua em profundidade, fornecendo cálcio e enxofre e ajudando a reduzir a toxidez do alumínio. Além disso, contribui para a melhoria da estrutura do solo, favorecendo a infiltração de água e o desenvolvimento de raízes mais profundas — algo especialmente importante para a resiliência de qualquer planta ou pastagens em períodos de seca.
Como cada um influencia o solo?
O calcário atua diretamente na neutralização da acidez do solo, tornando o ambiente mais favorável à absorção de nutrientes. Em solos muito ácidos, ele é indispensável para liberar elementos que, de outra forma, ficariam indisponíveis para as plantas.
Já o gesso agrícola, embora não altere o pH, complementa a ação do calcário ao atuar em camadas mais profundas. Ele ajuda a neutralizar o alumínio tóxico e leva cálcio e enxofre até regiões onde o calcário não alcança. Isso favorece o crescimento radicular e melhora a absorção de água e nutrientes — o que é essencial para manter as plantas produtivas e nutridas ao longo do ano, especialmente para culturas perenes ou semi perenes que estejam estabelecidas no solo durante todo o período de seca ou mesmo em períodos de veranicos, como tem acontecido cada vez mais frequente no mundo.
Posso aplicar calcário e gesso juntos?
Para garantir uma aplicação eficiente, o mais indicado é seguir as recomendações técnicas. Primeiramente, o calcário deve ser aplicado com antecedência — geralmente entre 60 e 90 dias antes do plantio — e incorporado ao solo, permitindo que reaja adequadamente com as camadas superficiais.
Em contrapartida, o gesso agrícola, por ser mais solúvel, pode ser aplicado mais próximo do plantio, sem a necessidade de incorporação.
Quando utilizados de forma complementar, esses insumos promovem uma correção mais abrangente do perfil do solo. Consequentemente, os efeitos dos fertilizantes são potencializados, criando um ambiente mais equilibrado para o desenvolvimento das culturas e das forrageiras.
Por que isso importa também para a pecuária?
A eficiência da pecuária depende diretamente da qualidade das pastagens. E pastagens saudáveis começam com um solo bem corrigido. O uso de calcário melhora a disponibilidade de nutrientes e favorece o crescimento das gramíneas. Já o gesso agrícola atua em profundidade, fortalecendo o sistema radicular das forrageiras e aumentando sua tolerância ao estresse hídrico.
Com isso, o pecuarista consegue manter uma oferta mais estável de alimento ao longo do ano e melhorar o desempenho do rebanho. Ou seja, investir na correção do solo é também investir em eficiência e rentabilidade na produção pecuária.
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