Diferimento de Pastagem: uma estratégia promissora para o manejo sustentável de pastagens

4 min de leitura

Se você tiver dúvidas em relação ao diferimento de pastagem, convido você a ler este artigo especialmente escrito para você.

A sazonalidade da produção de forragem reflete em períodos com alta oferta de capim e outro período de baixa oferta, no entanto, a exigência nutricional dos ruminantes ao longo do ano é praticamente constante.

Pensando em não ter perdas produtivas desses animais pelo consumo de volumoso em períodos de déficit de crescimento forrageiro, é necessário que o produtor conheça e faça o uso de estratégias/técnicas que minimizem esses impactos, como por exemplo, o diferimento de pastagem.

O que é diferimento de pastagem?

A estratégia de diferimento de pastagem consiste em escolher uma área da propriedade de pastagem e excluí-la do pastejo por um período, normalmente no fim do verão e, ou, no outono.

O objetivo é assegurar acúmulo de forragem para que possa haver quantidade de volumoso a ser pastejada no período de escassez. Isso ajuda a reduzir assim os efeitos da sazonalidade da produção forrageira.

O diferimento de pastagens também pode ser chamado de vedação da pastagem, “feno em pé”, ou pastejo protelado no qual teve sua utilização suspensa em uma da área de pasto da fazenda por algum período da estação das águas, para ser pastejada na estação seca.

A massa de forragem residual obtida pela vedação, o acúmulo de forragem nesse período sem pastejo e o valor nutricional mesmo que baixa no momento da utilização são variáveis que determinam o sucesso da estratégia, garantindo um nulo ou desempenho modesto do animal.

Técnicas e estratégias para implementar o diferimento de pastagem

O capim que será vedado, avaliações dos parâmetros morfológicos e agronômicos são os manejos primários que devem ser observados para se realizar a estratégia de diferimento de pastagem.

O ideal é que seja usada forrageira com colmos finos, alta relação folha/colmo, com acúmulo de forragem significativo durante o outono e menor taxa de redução do valor nutricional durante o crescimento. Dessa forma, as braquiárias (principalmente B. decumbens) são as mais recomendadas para o pastejo diferido.

Sabe-se que a altura de pastos mais baixos resulta em uma maior penetração de luz até a base do capim, estimulando o aparecimento de novos perfilhos vegetativos e de melhor valor nutricional. Com base nisso, o manejo correto antes do início da vedação de uma área é o pastejo intenso do pasto, com animais de menor exigência nutricional, pois estes irão consumir as forragens mais velhas, senescentes e de baixa qualidade, com consequente melhora na rebrotação seguinte.

Ainda, seguindo essa recomendação, pressupõe que menores alturas de pastos quando se inicia a vedação da área reflete em menor massa de forragem na pastagem, portanto, menores quantidades de forragem morta no solo no fim do período de seu uso na estação do inverno e no início da primavera. Assim, como resultado será uma rebrotação mais rápida desses pastos quando as condições favoráveis do ambiente forem retomadas.

Benefícios do diferimento de pastagem: produtividade e qualidade da pastagem, conservação do solo, retenção de água, biodiversidade

O diferimento de pastagem tem como principal efeito benéfico o aumento da capacidade de suporte da pastagem durante períodos de escassez do potencial produtivo forrageiro. Isso garante que os animais tenham acesso a uma quantidade suficiente de volumoso para consumo.

No entanto, é importante observar que o valor nutritivo dessa pastagem é reduzido devido ao aumento no número de perfilhos mortos e na massa de forragem morta. Essa diminuição ocorre porque a época de utilização não é favorável à produção de forragem de alta qualidade devido às condições climáticas.

Pasto bem manejado reduz a necessidade de abertura de novas áreas com vegetação nativa, além de contribuir de forma positiva com a biodiversidade no solo; ciclagem de nutrientes e água; manutenção da fertilidade do solo; e redução das emissões de carbono.

Nesse contexto, o diferimento de pastagem passa a ser um bom manejo do pasto, deixando o solo coberto, sem estar em exposição podendo sofrer ações do ambiente, dando oportunidade dessa área ser atacada por invasoras, pragas, doenças, erosão do solo, promovendo degradação da pastagem e do solo.

Qual a diferença entre diferimento e vedação de pastagem?

Diferimento e vedação são sinônimas, assim como adiar, retardar, prolongar etc. Basicamente a técnica transforma a planta em um “feno em pé”, pois a área selecionada não terá a presença de animais para parteja-la no verão (geralmente, no terço final do período das águas) para que o capim possa se acumular.

Então, no período de seca, uma categoria animal, de preferência de menor exigência nutricional é colocada na área para que possa consumir uma oferta maior de pasto.

Desafios na implementação e soluções

Alguns critérios devem se ter atenção para uma boa implantação do diferimento de pastagem. Cuidados com:

  • Taxas de lotação;
  • Dimensionamento da área (levando em consideração estacional idade, luz, fotoperíodo, temperatura, disponibilidade de água no solo, cálculo da área);
  • Escolha da espécie forrageira;
  • Época de vedação e utilização do pasto;
  • Recomendação de adubação;
  • E uso de suplementação na produção animal.

Assim, se torna imprescindível consultar um técnico da área para sucesso da estratégia.

Dentre as diversas possibilidades de interferência, via manejo, para maximizar a produção animal no pastejo diferido, a dose de adubo merece atenção.

A aplicação de nitrogênio no solo terá como objetivo estratégico acelerar o crescimento da forragem, com consequente, aumento significativo na taxa de acúmulo da forragem.

A Mosaic fertilizantes possui uma linha de fertilizantes destinada especialmente para as pastagens, o MPasto.

O MPasto Nitro são adubos nitrogenados compostos pelo aditivo NBPT distribuído em todo o granulo da ureia em todas as suas formulações, com intuito principal de reduzir as perdas de N por volatizarão, resultando em maior eficiência de absorção do nutriente.

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