O fosfato na nutrição animal

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Qual a importância da qualidade do fosfato na nutrição animal?

Antes de falarmos sobre a extrema importância do fosfato, é interessante sabermos qual a nomenclatura correta quando falamos de toxicidade nos minerais.

Metais pesados são definidos como elementos que possuem densidade superior a 6 g/cm3 ou raio atômico maior que 20. Essa definição é abrangente e inclui, inclusive, alguns ametais ou semi-metais. Alguns metais pesados são micronutrientes essenciais aos seres vivos como Cobre, Zinco, Manganês, Cobalto, Molibdênio e Selênio e outros não essenciais como Chumbo, Cádmio, Mercúrio, Arsênio, Urânio, entre outros. Por isso, a melhor nomenclatura a ser usada para os minerais tóxicos são elementos indesejáveis.

A produção de alimentos está sofrendo mudanças profundas dentro e fora do Brasil. Deste modo, as legislações de vários países estão em processo de harmonização com base em padrões mínimos que assegurem a inocuidade dos alimentos, permitindo e favorecendo o comércio internacional deles.

Um tema de preocupação é a presença de elementos indesejáveis nas formulações de dietas destinadas à alimentação animal (como o fosfato), não somente com os possíveis problemas que os minerais em doses acima do limite máximo tolerável podem trazer a produção animal, mas também com os riscos à saúde de toda a sociedade.

Os estudos de contaminantes de suplementos minerais por elementos indesejáveis tiveram evidência no início dos anos 70, repercutindo de forma polêmica entre vários pesquisadores, que prontamente iniciaram experimentos, tecendo considerações e esclarecimentos para vários segmentos voltados à criação animal (Butere, 2003).

No mercado nacional existem cerca de 6.000 misturas minerais sendo comercializadas e, em muitas destas formulações a fonte de fósforo é escolhida pelo preço mais acessível, no entanto, nem sempre esta fonte é a que apresenta melhor qualidade (Maçal et al. 2003).

O Brasil, por ser um país extremamente importante na comercialização de carne, nacionalmente e internacionalmente, necessita desse controle, particularmente nos dias de hoje, onde essa prática é quase uma imposição no contexto do comércio internacional de produtos pecuários in natura e processados.

Resíduos de cádmio e de chumbo acarretam sérios problemas pela comprovada toxicidade para o organismo vivo, ainda que em concentrações baixas, mas cuja presença nos alimentos deve ser controlada (NRC, 2005).

Nem sempre as matérias-primas utilizadas na composição dos suplementos são de boa qualidade. É o que mostra um estudo realizado por Marçal & Trunki (1994) na Universidade Estadual de Londrina. As indústrias produtoras e/ou misturadoras, visando baratear custos para ganhar mercado e garantir suas vendas, utilizam fontes de matérias-primas escolhidas pelo preço mais acessível.

Para se entender o processo de produção dos fosfatos bicálcicos, inicialmente temos que conhecer as matérias-primas usadas no processo de fabricação. O fosfato bicálcico é obtido através do ácido ortofosfórico, que por sua vez tem origem nas rochas fosfáticas.

Desta maneira, quanto mais pura for esta rocha, maior a qualidade do ácido dela originado, uma vez que possui menor teor de contaminantes. É sabido que as rochas ígneas são mais puras que as metamórficas, que são mais puras que as sedimentares. Como exemplo de rochas ígneas temos a Rocha de Cajati, Araxá e Tapira (Mosaic Fertilizantes); Metamórficas – Rocha de Patos de Minas; e Sedimentares –  Marrocos, Tunísia, Peru e EUA.

Uma das maiores preocupações é com a presença excessiva do chumbo e cádmio nessas fontes de fósforo e consequentemente nesses suplementos minerais, já que este pode causar alterações orgânicas importantesmodificar a performance dos animais, acarretando, inclusive, alterações no sistema reprodutivo dos bovinos, como o abortamento.

Além de afetar o desempenho reprodutivo dos bovinos, a absorção de cálcio pelos animais também pode ser prejudicada pela presença destes elementos indesejáveis em formulações minerais e também existe a possibilidade de uma formulação mineral contaminada comprometer a toda cadeia alimentar, atingindo, inclusive, o homem.

Este aspecto representa, em médio prazo e em larga escala, riscos à saúde pública pelo consumo de produtos e subprodutos de origem animal potencialmente comprometidos. O conhecimento quanto a sua toxicidade em humanos que ingerem alimentos com chumbo, cádmio e arsênio estão relacionados com atrasos no crescimento, vários tipos de câncer, lesões no rim e no fígado e doenças auto-imunes (Egreja Filho, 1993).

Os elementos indesejáveis interagem com os minerais essenciais (zinco, ferro, cálcio, fósforo) nos processos metabólicos. A interferência afeta o aproveitamento de nutrientes e pode tornar impossíveis as reações químicas normais, até o ponto de causar transtornos graves.

O que deve ficar bem claro é que oferecer aos animais suplementos que possuem matérias-primas com alto teor de elementos indesejáveis causa não somente toxidez acúmulo destes elementos nos produtos de origem animal que chegam às nossas mesas, mas também afetam a absorção e utilização dos minerais essenciais, impactando diretamente na produtividade e reprodução do rebanho.

As fontes de fósforo e cálcio de alto valor nutritivo da Linha Foscálcio, por serem originados das rochas ígneas, garantem alta segurança alimentar. Seu perfeito equilíbrio de fosfato monocálcico e bicálcico em sua composição, favorecem a disponibilização ideal de fósforo ruminal, desejável para multiplicação de microrganismos que digerem a pastagem de forma mais eficiente. Se esta pastagem ainda estiver adubada e, portanto com maior quantidade de folhas, o consumo é maximizado, assim como a absorção de todos os nutrientes, acarretando num maior ganho de peso e produção de leite.

Para se avaliar corretamente uma fonte suplementar de fósforo para os animais, deve-se levar em consideração a biodisponibilidade do elemento na fonte, o custo por unidade do elemento, a origem da rocha fosfática, a composição química da fonte, o processo de fabricação, a forma química em que o elemento está presente, a solubilidade em ácido cítrico 2% e o teor de elementos indesejáveis.

Foscálcio Full

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