Tudo que você precisa saber sobre adubo para pastagem

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O uso de adubo para pastagem é uma das práticas mais eficientes para manter a fertilidade do solo e garantir pastagens produtivas ao longo do ano. Entender os tipos de adubos disponíveis, como aplicá-los corretamente e quais doses utilizar por hectare é fundamental para melhorar o desempenho das forrageiras e, consequentemente, aumentar a capacidade de suporte do rebanho. Neste guia completo, você vai aprender como escolher o melhor adubo, quando aplicar, qual fórmula usar e como cada nutriente influencia no desenvolvimento da pastagem.

O que é adubo para pastagem?

O adubo para pastagem é um composto químico que pode se dividir em dois tipos: adubos minerais ou orgânicos.

Os adubos orgânicos são fabricados a partir de produtos naturais, como esterco, algas, mamona, entre outros. Porém, essa classe de adubos normalmente apresenta baixa concentração de minerais.

Já os minerais normalmente são fabricados por meio de processos físico-químicos. Alguns desses nutrientes são: nitrogênio, fósforo, potássio e enxofre. Dentro dessa classe, podemos subdividir em adubo mineral simples, misto ou complexo.

O simples é o produto contendo um ou mais nutrientes; o misto é o produto oriundo da mistura de no máximo dois adubos minerais; e o complexo é o produto da mistura que fornece dois ou mais nutrientes.

O adubo (ou fertilizante*) é amplamente utilizado para fornecer um ou mais nutrientes para as culturas vegetais. Dessa forma, melhora e mantém a fertilidade do solo, aumentando a produção de cereais, bem como @ de carcaça/ha, quando falamos de bovinos de corte, e litros de leite/ha para bovino leiteiro.

O uso de adubo para pastagem vem aumentando ano a ano, em função dos benefícios que proporciona para o sistema de produção como um todo.

Como fazer e qual a quantidade de adubo por hectare para pastagem?

Para adubação de pastagem, assim como para outras culturas, primeiro é preciso realizar uma análise de solo que seja o mais representativa possível da área que será adubada. Com a análise de solo em mãos, é hora de verificar quais nutrientes estão em falta e quais estão dentro dos parâmetros.

A partir disso, deve-se realizar o plantio/reforma ou a manutenção/recuperação das pastagens, levando em consideração a exigência da gramínea.

Glossário de conceitos para adubação de pastagem

Antes de seguir com mais informações sobre adubação de pastagem, é preciso esclarecer alguns conceitos importantes relacionados ao assunto:

  • Plantio: plantio da semente de pastagem na área que continha outra cultura;
  • Reforma: replantio da semente de pastagem na área em que foi observado certo grau de degradação; ou seja, baixo número de touceiras por m², alta exposição do solo, alto grau de infestação de daninhas, baixo vigor da forrageira ou necessidade de trocar o cultivar de forragem em função de uma estratégia nutricional diferente;
  • Manutenção: repor os nutrientes extraídos do solo pela forragem;
  • Recuperação: quando a gramínea necessita de aporte nutricional para voltar à sua produção normal, melhorando o vigor dela.

Etapas para adubação e correção de solo em pastagens

Antes da aplicação dos fosfatados e sementes (plantio/reforma), é necessário verificar a necessidade de calcário e gesso em função da análise de solo.

O calcário e o gesso devem ser aplicados na dose recomendada para proporcionar melhores condições para a forrageira se desenvolver e absorver os nutrientes posteriormente aplicados.

O calcário, assim como o gesso, é um condicionador de solo que promove aumento do pH (tendendo ao básico) e melhora a saturação por bases (V%) na camada de 0 a 20 cm de profundidade. A dose de calcário dependerá da capacidade de troca catiônica (CTC), V% e exigência da forrageira.

Assim como o calcário, o gesso também é um condicionador de solo complementar ao calcário, cuja função é neutralizar e precipitar o alumínio tóxico presente no solo.

Esse alumínio dificulta o desenvolvimento do sistema radicular (SR) da forrageira, e sabe‑se o quanto o SR é importante para as pastagens.

Um sistema radicular mais desenvolvido em profundidade e volume promove melhor absorção de água e nutrientes aplicados, melhora a resistência ao período seco e aumenta a longevidade da pastagem na área.

Para plantio/reforma de pastagem, pode‑se misturar a semente da forragem junto com o adubo para pastagem fosfatado e aplicar nas doses recomendadas.

No plantio, a aplicação da semente junto com o adubo fosfatado normalmente é realizada a lanço, com o auxílio de equipamentos, mas também pode ser realizado o plantio em linha, caso seja desejado ou haja disponibilidade de equipamentos.

A dose do adubo fosfatado dependerá do teor de fósforo presente na análise de solo, bem como da exigência da forrageira; ou seja, baixa concentração de fósforo no solo somada a uma forrageira muito exigente resulta em dose maior em relação à média concentração de fósforo.

Para que o plantio/reforma seja bem-sucedido, é necessário atentar-se à profundidade de semeadura das sementes de pastagens, pois cada cultivar possui profundidade ideal para maximizar a germinação e o estabelecimento na área.

Para o nitrogênio (N), é possível modular a lotação desejada na área em questão. Ou seja, para cada unidade animal (UA) adicional que se pretenda colocar na área, é necessário aplicar 50 kg de N/ha/ano para forrageiras exigentes (ex.: B.B cv. Marandu) e 60 kg de N/ha/ano para forrageiras muito exigentes (ex.: P.M cv. Mombaça). Dessa forma, ajusta‑se a lotação de acordo com o consumo dos animais.

Para manutenção/recuperação, o raciocínio é praticamente o mesmo. No entanto, nesse caso, a aplicação do adubo para pastagem é realizada em cobertura e sem necessidade de incorporação, pois, se isso ocorrer, haverá danos ao sistema radicular da forrageira, causando malefícios para a planta.

Como aplicar adubo líquido em pastagens?

A aplicação de adubos líquidos em pastagens não é muito comum. Entretanto, quando é realizada, se dá por meio de pivô central em área de rotacionado, junto ao herbicida.

Em áreas de pivô central que não são muito utilizadas para o segmento pastagem, faz-se a diluição de adubos químicos e/ou líquidos, aplicando-os em área total para melhorar o desempenho das forragens, principalmente no período seco, bem como minimizar a perda de peso dos animais. Dessa forma, os animais e as pastagens apresentam desempenho bom durante o ano todo.

Qual a melhor fórmula de adubo para pastagem? 

Não existe melhor formulação de adubo para pastagem; existe o adubo adequado, aplicado na dose correta, no momento certo e no local apropriado. Como já mencionado, é necessário ter a análise de solo em mãos para uma recomendação mais assertiva.

Com base nessa análise, posiciona‑se a formulação ideal para fornecer os nutrientes que estão em falta e, dessa forma, melhorar o desempenho das forragens, bem como dos animais.

Sabe‑se que pastagens que receberam condicionadores de solo (calcário e gesso) e adubos na dose correta têm melhores condições para aumentar a produção de matéria seca/ha, assim como melhorar a qualidade dela.

Ou seja, em pastagens adubadas é possível aumentar a capacidade de suporte, o que dependerá da dose de adubo aplicada, e os animais ganham mais peso por unidade de tempo.

Para melhorar ainda mais a eficiência da adubação e potencializar o desenvolvimento das forrageiras, conheça a linha MPasto, da Mosaic — composta por soluções idealizadas para maximizar a disponibilidade de nutrientes no solo e elevar a produtividade das pastagens.

Nota: As palavras “fertilizante” e “adubo” são sinônimas. Entretanto, do ponto de vista técnico, o termo “fertilizante” é utilizado quando a origem é química. Embora sejam palavras diferentes, o objetivo é o mesmo: nutrir o solo e, consequentemente, a planta. Neste artigo, a palavra “adubo” foi a mais empregada por ser a forma popularmente utilizada no dia a dia do campo.

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