O preço da arroba do boi é, frequentemente, influenciado por diversos fatores, como: clima, oferta de animais, custo de insumos e cenário internacional. Essa volatilidade de preços é algo que compromete as margens e inviabiliza o planejamento do pecuarista. Com o objetivo de reduzir esses riscos, existe o hedge.
Ele consiste em uma ferramenta financeira que traz maior previsibilidade e segurança para os negócios. No artigo de hoje, você vai entender mais sobre seu funcionamento e como aplicá-lo na pecuária. Boa leitura!
O que é o hedge?
O hedge é um mecanismo de negociação criado a fim de proteger os preços e travar valores através de contratos futuros e opções, que são negociadas na bolsa. Assim, o produtor tem menores chances de ser surpreendido por quedas ou aumentos repentinos, tanto no preço da arroba quanto nos custos da produção de alimentos.
Sendo negociados principalmente na B3, os contratos do boi gordo têm preços e prazos definidos. Desta maneira, mesmo com as oscilações de mercado, o pecuarista consegue manter as condições previamente acordadas, trazendo mais estabilidade para o planejamento e garantindo margem.
Como funciona o hedge na pecuária?
O hedge pode ser baseado no mercado futuro ou no mercado de opções. Os contratos futuros funcionam compensando eventuais perdas no mercado físico com ganhos no mercado futuro. Dentre as modalidades mais comuns, temos:
- Hedge de venda: destinado a quem produz e quer fixar o preço mínimo da arroba do boi;
- Hedge de compra: destinado a confinadores ou produtores que dependem de insumos importantes, como milho e farelo de soja.
Apesar de não eliminar riscos, a negociação de contratos futuros evita surpresas para o produtor e permite um planejamento mais seguro e estratégico.
Já no mercado de opções, temos operações específicas, popularmente chamadas de put e call. A principal diferença entre o hedge por contratos futuros e o hedge no mercado de opções é que, enquanto no primeiro o pecuarista tem a obrigação de cumprir os contratos estabelecidos, no segundo as opções funcionam como um seguro, dando o direito ao travamento de preços mediante o pagamento de um prêmio.
Neste contexto, a opção de venda (put) é um seguro contra quedas, dando ao pecuarista o direito de vender a arroba do boi por uma faixa de preço previamente definida. Já a opção de compra (call) dá o direito de adquirir ativos por um valor fixo, protegendo o pecuarista contra aumentos repentinos no custo de insumos.
Tal flexibilidade transforma o hedge no mercado de opções em uma alternativa viável para quem busca proteção, mas não quer se comprometer com a obrigação de quitar contratos futuros.
Vantagens e desvantagens do uso de hedge na pecuária
A previsibilidade financeira é uma das principais vantagens da utilização do hedge na pecuária. Ela facilita projeções de receita e custo, protege o pecuarista contra a volatilidade de preços e minimiza os impactos dos movimentos de mercado.
Além disso, a possibilidade de gestão estratégica torna a tomada de decisões mais assertiva em períodos de incerteza.
Já as desvantagens do hedge ficam por conta da necessidade de conhecimento técnico e acompanhamento constante. Isto porque, mesmo que o pecuarista seja assessorado por um corretor da bolsa, ele precisa ficar por dentro das principais movimentações.
Além disso, também podem existir custos adicionais com taxas de corretagem e margens de garantia. Por fim, vale destacar o risco de oportunidade: se o preço físico da arroba do boi subir além do valor travado, o pecuarista não poderá aproveitar a alta.
Assim, é essencial avaliar o perfil da operação escolhida antes de realizá-la e contar sempre com um suporte especializado.
Como aplicar hedge na pecuária?
A aplicação de hedge na pecuária começa sempre com um diagnóstico detalhado da atividade. Nesse sentido, é preciso conhecer custos, margens e exposições ao risco.
Depois, o pecuarista precisa definir qual é o objetivo da proteção: queda no preço da arroba, alta nos insumos ou ambos.
Tanto a escolha da melhor modalidade quanto as negociações devem ser feitas por profissionais de corretoras credenciadas e plataformas da B3, que são capacitados para orientar e executar operações, uma vez que o hedge é muito dinâmico e ajustes podem ser necessários conforme o mercado evolui.
Depois, o pecuarista precisa definir qual é o objetivo da proteção: queda no preço da arroba, alta nos insumos ou ambos.
Tanto a escolha da melhor modalidade quanto as negociações devem ser feitas por profissionais de corretoras credenciadas e plataformas da B3, que são capacitados para orientar e executar operações, uma vez que o hedge é muito dinâmico e ajustes podem ser necessários conforme o mercado evolui.
Especialmente no cenário atual, marcado por variações climáticas, flutuações econômicas e mudanças na demanda global, esse cuidado se torna indispensável. Adotar a prática do hedge para se proteger das oscilações e garantir rentabilidade na pecuária é um diferencial competitivo para quem busca uma visão de longo prazo e mais sustentabilidade no negócio, especialmente no Brasil.
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