A principal fonte de potássio utilizada nas pastagens é o cloreto de potássio (KCl), que possui 60% de K2O. Esse adubo apresenta elevado índice de salinidade e, por isso, não deve entrar em contato direto com a semente do capim.
O potássio (K) é essencial no processo fotossintético; quando deficiente, diminui a fotossíntese e aumenta a respiração, reduzindo o suprimento de carboidratos para as plantas e impedindo a incorporação eficiente do nitrogênio. Além disso, o nutriente exerce papel fundamental na translocação de carboidratos produzidos nas folhas para outros órgãos da planta e está diretamente relacionado ao controle de abertura e fechamento dos estômatos, que são importantes para o balanço hídrico vegetal. O potássio também atua na expansão celular, estando relacionado ao crescimento da planta.
Manejo da adubação e recomendações
A adubação das pastagens pode ser subdividida em:
- Adubação de formação;
- Estabelecimento e adubação de manutenção.
Devido à possibilidade de lixiviação em sistemas que utilizam altas doses de K, recomenda-se parcelar a adubação de potássio juntamente com as coberturas nitrogenadas. Essa prática, além de evitar perdas por lixiviação, aumenta a produção de forragem e melhora a eficiência do uso de nitrogênio quando a fonte empregada é a ureia.
As doses do adubo potássico são recomendadas com base na análise do solo, a partir da determinação da faixa de variação na sua concentração.
Nos solos mais pobres, as doses recomendadas de potássio para o plantio das pastagens variam de 20 kg/ha a 60 kg/ha de K2O, dependendo do teor de K disponível e do tipo de pastagem que se pretende formar, seja uma área composta apenas por gramíneas ou por consórcio com leguminosas.
Para manutenção, as doses recomendadas variam conforme a disponibilidade de K no solo, o tipo de pasto e o nível de adubação nitrogenada utilizado. As maiores doses são indicadas quando se emprega adubação nitrogenada mais elevada (acima de 50 kg/ha de N) e em pastagens consorciadas.
A adubação com potássio deve ser realizada a cada três ou quatro anos, caso a análise de solo indique necessidade. A aplicação deve ser feita a lanço, em cobertura, no início da estação chuvosa. Como as recomendações variam conforme região, tipo de solo e sistema de produção, é fundamental buscar orientação técnica.
Sintomas de deficiência nas pastagens
Capins deficientes em potássio apresentam colmos finos e menos resistentes ao tombamento, além de folhas amareladas com áreas de necrose. As folhas mais velhas secam da ponta para a base, com maior intensidade nas margens, assumindo coloração parda após a dessecação, marcada por manchas necróticas mais escuras.
Já em leguminosas, a deficiência compromete o sistema de nódulos, reduzindo a capacidade de fixação de nitrogênio pelas plantas.
Assim, para os produtores que buscam melhor eficiência nutricional, maior resposta da pastagem e redução de perdas, a linha MPasto é uma excelente opção para complementar a adubação. A formulação balanceada, aliada ao fornecimento contínuo de nutrientes, favorece o desenvolvimento das raízes, o perfilhamento e a capacidade produtiva do pasto, contribuindo para sistemas mais sustentáveis e rentáveis ao longo do ano. Experimente!
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