Criação de gado bovino: quais são as principais formas para processo?

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A criação de gado bovino, seja para a produção de leite ou carne, é fundamental para a vida do ser humano, pois contribuem com a economia da região onde pertencem, além de serem fonte de alimento. Contudo, para garantir a qualidade dessa cadeia produtiva, todas as técnicas de criação devem ser realizadas com cuidado e atenção.

Nesse contexto, o manejo adequado é imprescindível para garantir a qualidade do produto que chega até a casa do consumidor, o que está diretamente relacionado aos cuidados que esses animais recebem ainda nos estágios iniciais. 

Conhecer o que está envolvido nessa atividade é fundamental para aumentar a conscientização e valorização da cadeia pecuária. Continue a leitura e entenda mais sobre as diferentes formas de criação do gado bovino, bem como a importância de que essa atividade seja feita de forma responsável!

Qual a importância da criação de gado bovino no Brasil?

A pecuária no Brasil desempenha um papel importante, afinal, o país possui um rebanho expressivo com mais de 234,3 milhões de cabeças de gado bovino, segundo o IBGE. Ela também contribui significativamente para o Produto Interno Bruto (PIB), gerando milhões de empregos diretos e indiretos ao longo de toda a cadeia produtiva, desde a criação até a distribuição e exportação.

As raças de gado bovino mais presentes no país são:

  • Para corte: Angus, Nelore e Brahman;
  • Para leite: Holandesa, Gir e Guzerá.

A produção de carne e leite, além de atender às demandas internas por proteínas de origem animal, essenciais para a nutrição da população, também posiciona o Brasil como um dos principais fornecedores no mercado internacional.

Dessa forma, é essencial investir em boas práticas de manejo, como a recuperação de pastagens degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta e bem-estar animal, para minimizar os impactos ambientais e atender às exigências de mercados cada vez mais conscientes e regulados.

Como funciona a criação de gado bovino?

A criação de gado bovino no Brasil está dividida nos sistemas extensivo, intensivo e semi-intensivo. Cada um deles está relacionado ao tipo e espaço da área onde o rebanho será criado, o que vai impactar também em intervenções nutricionais e tecnológicas para que o gado possa se desenvolver de forma saudável, sustentável e lucrativa.

Conheça, na sequência, as características e principais vantagens de cada uma dessas criações bovinas:

Extensiva

A forma de criação extensiva envolve a criação de gado em grandes áreas de pastagens. Esse é o sistema mais popular na pecuária brasileira, presente em quase 90% dos rebanhos e é aquele que requer menor investimento.

Esse sistema merece atenção em relação à nutrição: o pasto precisa estar sempre bem cuidado, permitindo que seja produzida uma forragem de qualidade para os animais. Além disso, é necessário que seja feita a suplementação animal para garantir melhores índices produtivos.

Fora o desafio dos pecuaristas no manejo nutricional do gado, esse sistema também exige um planejamento sustentável para o uso das áreas, que acabam enfrentando a deterioração constante das pastagens. Com estratégias ecológicas e que levam em consideração a saúde e bem-estar desses animais, a criação extensiva tende a ser a mais vantajosa.

Intensiva

A criação de gado bovino em sistema intensivo acontece em espaços menores e controlados. 

Normalmente nesse sistema os animais ficam confinados e recebem uma dieta balanceada rica em proteína e energia.

Apesar dos desafios, esse é o método que mais permite o controle da criação, visto que os animais podem ser assistidos de perto pelo produtor, o que ajuda na identificação de problemas.

Esse manejo mais próximo do animal também permite acelerar os objetivos do pecuarista, já que é possível alterar variáveis que impactam diretamente no resultado final. Não é por menos que é um dos métodos que mais usa ferramentas tecnológicas para reprodução, nutrição e monitoramento.

Semi-intensiva

O sistema semi-intensivo equilibra o melhor das estratégias extensiva e intensiva, onde os animais são criados, a maior parte do tempo, soltos, mas são confinados para controle nutricional e manejo de outras variáveis conectadas ao objetivo do produtor. 

Contudo, nesse tipo de criação a área disponível para o animal é menor, o que exige um manejo sustentável ainda mais eficiente. Esse é um sistema que pode ser usado de forma complementar, dependendo do objetivo com o animal. 

Quando há redução da pastagem, por exemplo, esse sistema pode ser usado de forma complementar ao sistema extensivo para oferecer uma atividade mais sustentável, até que a área se normalize. Assim, é uma prática bastante democrática e que pode ser acionada conforme a necessidade da área, do rebanho e também do próprio produtor.

Como funciona a nutrição do gado bovino?

A nutrição é um dos pilares da criação de gado bovino, influenciando diretamente a saúde, o bem-estar e a produtividade dos animais. Uma alimentação balanceada é essencial para maximizar o ganho de peso no gado de corte e a produção no gado leiteiro, impactando positivamente a rentabilidade da atividade pecuária.

A dieta dos bovinos deve atender às necessidades nutricionais em cada fase de desenvolvimento, desde a cria até a terminação. 

A nutrição adequada também contribui para melhorar as características do gado de corte que impactam a produção, como a qualidade da carne, o rendimento de carcaça e a eficiência alimentar.

Os principais componentes da nutrição bovina são:

  • Volumosos: constituem a base da alimentação e são ricos em fibras. Incluem pastagens de alta qualidade, silagens e fenos, que fornecem os nutrientes necessários para o bom funcionamento do sistema digestivo dos ruminantes;
  • Concentrados: alimentos com alta densidade energética e/ou proteica, como grãos de milho, farelo de soja e farelo de algodão. Eles complementam a dieta volumosa, especialmente em sistemas intensivos e em períodos de baixa disponibilidade de pasto. O uso de concentrados é comum no confinamento de gado de corte, onde os animais são alimentados em currais para acelerar o ganho de peso;
  • Suplementos: fornecem nutrientes específicos que possam estar em falta na dieta básica, como minerais, vitaminas e aditivos alimentares. A suplementação mineral é essencial para corrigir deficiências do solo e garantir o desempenho ideal dos animais.

Recentemente, têm sido incorporadas tecnologias como a nutrição de precisão, que ajusta a dieta conforme as necessidades individuais dos animais, aumentando a eficiência alimentar e reduzindo custos.

O manejo nutricional também envolve práticas como o fornecimento de água limpa e fresca, a organização dos horários de alimentação e o monitoramento constante da condição corporal dos animais.

O que é preciso para criar gado?

Para iniciar uma criação de gado bovino eficiente é fundamental planejar e implementar diversas práticas que garantam a saúde, o bem-estar e a produtividade dos animais.

Esses são os principais pontos que devem ser considerados:

1. Pastagem de qualidade

A base da alimentação dos bovinos é a pastagem. Investir em forrageiras de alto valor nutritivo e manejar adequadamente as áreas de pasto são essenciais para o ganho de peso e a saúde dos animais. A utilização de fertilizantes específicos pode melhorar significativamente a qualidade do solo e, consequentemente, das pastagens.

2. Suplementação nutricional

Além das pastagens, é importante fornecer suplementação para suprir possíveis deficiências nutricionais, especialmente em períodos de seca ou baixa disponibilidade de forragem.

3. Infraestrutura adequada

Ter instalações apropriadas é indispensável. Um curral para gado de corte bem projetado facilita o manejo, garantindo segurança e conforto tanto para os animais quanto para os trabalhadores. Bebedouros, cochos e sistemas de sombreamento também são importantes para o bem-estar do rebanho.

4. Gestão sanitária

Implementar um rigoroso programa de saúde animal é primordial. Isso inclui vacinação, controle de parasitas e monitoramento constante para a prevenção de doenças que possam afetar a produtividade.

5. Genética de qualidade

Selecionar animais com boas características genéticas potencializa os resultados da criação. As características do gado de corte que impactam a produção, como ganho de peso, eficiência alimentar e resistência a doenças, devem ser consideradas na escolha dos animais.

6. Manejo sustentável

Práticas sustentáveis, como a rotatividade de pastagens e a recuperação de áreas degradadas, contribuem para a longevidade do negócio e a preservação ambiental. A adoção de tecnologias e produtos sustentáveis auxilia nesse processo.

7. Confinamento estratégico

É uma estratégia que pode ser utilizada para intensificar a produção, especialmente em períodos de escassez de pasto. Esse sistema permite um controle maior da dieta e do ganho de peso dos animais.

8. Conhecimento técnico

Manter-se atualizado sobre as melhores práticas de criação, manejo e nutrição é fundamental. Participar de cursos, workshops e consultorias pode fazer a diferença nos resultados obtidos.

9. Planejamento financeiro e logístico

Elaborar um planejamento detalhado que inclua custos, projeções de lucro e estratégias de mercado é essencial para a viabilidade e sustentabilidade do negócio.

Investir nesses aspectos é fundamental para uma criação de gado bovino bem-sucedida, contribuindo para o desenvolvimento econômico e sustentável do setor pecuário no Brasil.

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