Principais raças na avicultura de postura e como aumentar a produtividade 

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Selecionar a linhagem correta e ter boas estratégias de nutrição e manejo pode transformar o desempenho dos sistemas de avicultura de postura. Raças de galinhas mais modernas comumente entregam maior taxa de produção, boa conversão alimentar e cascas mais resistentes para os ovos.  

Assim, quando o produtor opta por estruturar a genética, ajustar a alimentação e manter seu ambiente de produção de ovos estável, o ciclo se desenvolve de maneira consistente.  

Confira alguns dados de mercado, saiba quais raças de galinhas de postura se destacam na produção de ovos e como genética e suplementação influenciam no sucesso da atividade. Além disso, descubra as práticas que podem impulsionar a produtividade diária. Boa leitura! 

Panorama do mercado de avicultura de postura no Brasil  

As estratégias atualmente inseridas diante do avanço da avicultura de postura comercial fazem parte de um movimento nacional cada vez mais estruturado. Esse cenário fica ainda mais claro quando observamos a evolução do plantel brasileiro.  

Segundo o IBGE, em 2024 o Brasil alcançou o maior efetivo já registrado no setor: 277,5 milhões de galinhas poedeiras, um aumento de 6,8% em relação a 2023. Essa expansão dá suporte ao crescimento da atividade no país e reforça a importância da cadeia de postura dentro do agronegócio nacional.  

Quando o assunto é a produção de ovos, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que ainda está consolidando os números de 2025, indica que a produção brasileira alcançará 62 bilhões de unidades, crescimento de 7,5% em relação à quantidade registrada em 2024. Tal volume é responsável por manter o país próximo dos 1,8 mil ovos produzidos por segundo, indicador consolidado no último ciclo e impulsionado pela recente expansão da cadeia produtiva. 

Por fim, percebe-se um crescimento também no consumo interno, que deve chegar a 288 ovos por habitante em 2025, representando um aumento de 7,6% em relação a 2024, quando o consumo per capita chegava a 269 unidades. 

Quais são as principais raças na avicultura de postura comercial? 

As raças (ou linhagens) mais utilizadas na avicultura de postura passaram por décadas de melhoramento. Desta forma, cada uma apresenta características únicas, responsáveis por impactar diretamente o rendimento do plantel. A seguir, confira alguma das principais raças indicadas para a avicultura de postura!

Leghorn 

Leghorn

Originária da Itália, é a raça mais popular do mundo na produção de ovos comerciais. Conhecida por sua alta produtividade, uma ave Leghorn pode produzir até 300 ovos por ano. Além disso, essa raça é bastante resistente e adapta-se bem a diferentes climas. 

Rhode Island Red

Rhode Island Red

Criada nos Estados Unidos, no final do século XIX, é conhecida tanto pela produção de ovos quanto pela criação de carne. Embora não seja tão produtiva quanto a Leghorn, é uma excelente escolha em sistemas de criação mais diversificados, incluindo o free-range. 

Hy-Line Brown 

Hy-Line Brown

Criada pela empresa Hy-Line International, que é famosa por ter sido a primeira a implantar a hibridação na avicultura de postura, essa linha genética híbrida é muito usada em granjas comerciais. Além de ser altamente produtiva, a Hy-Line Brown é conhecida pela qualidade dos ovos e pelo temperamento dócil, que facilita o manejo. 

Plymouth Rock 


Plymouth Rock

Desenvolvida no estado americano de Massachusetts, essa raça é dual, ou seja, serve tanto a produção de ovos quanto a de carne. É menos produtiva em termos de quantidade de ovos, sendo é uma raça robusta, que se adapta bem aos sistemas mais rústicos de criação. 

Como a genética influencia o desempenho produtivo das aves de postura? 

Na avicultura de postura, a genética é responsável por definir o potencial máximo de cada lote. Essa evolução científica conquistada ao longo dos anos auxilia no alcance de índices importantes, como o aumento dos ciclos, postura constante e manejo eficiente. Nesse contexto, as aves de postura da atualidade têm exigido dietas mais precisas, que favorecem a eficiência metabólica. 

Quando o produtor compreende os padrões da linhagem genética com a qual está trabalhando, consegue realizar ajustes de luminosidade, temperatura, densidade e alimentação de maneira assertiva, influenciando diretamente a produtividade. 

Além disso, a longevidade também merece destaque, uma vez que as raças desenvolvidas mais recentemente contribuem na estabilidade de produção em ciclos tardios, aumentando o volume total de ovos por ave. Assim, há uma redução de descartes e de custos que favorece o retorno econômico.  

Entretanto, as aves não dependem só da genética para atingir seu potencial produtivo. O ambiente controlado, aliado à nutrição estratégica, é essencial. 

Por que a nutrição adequada é importante no aumento da produtividade? 

A nutrição adequada é responsável por sustentar a fisiologia das aves poedeiras. Quando a dieta proporciona energia, aminoácidos essenciais e minerais na medida certa, o resultado são ovos de alta qualidade.  

Além disso, o comportamento das aves também é influenciado pela eficiência nutricional. Lotes bem nutridos brigam menos, têm menor incidência de estresse e mantêm melhor uniformidade corporal. Este cenário equilibrado reduz a queda de postura, que é comum em lotes que sofrem deficiências nutricionais. 

A alimentação correta também previne distúrbios metabólicos e problemas ósseos. Esses fatores impactam diretamente a produtividade e a longevidade das aves dentro do sistema. 

Por fim, é importante salientar que uma estratégia de nutrição efetiva não passa só pelas rações e suplementos escolhidos pelo produtor, mas também pela qualidade da água oferecida às aves, uma vez que ela influencia diretamente o consumo, o processo de digestão e o equilíbrio térmico. 

Como o consumo de fósforo e cálcio contribui com a formação dos ovos? 

Cálcio e fósforo são nutrientes essenciais na formação dos ovos e atuam em conjunto nos diversos processos que fazem parte do organismo das poedeiras.  

O cálcio participa diretamente da mineralização da casca, uma vez que é absorvido pelo intestino das aves e posteriormente direcionado à glândula da casca, onde é depositado de forma contínua durante a formação do ovo. Quando a oferta desse mineral é insuficiente, a casca se torna mais frágil e a ave fazer mais esforços metabólicos e assim manter o ritmo da sua produção.  

O fósforo, por sua vez, atua como um complemento ao cálcio e é igualmente indispensável, participando das reações energéticas que possibilitam a postura dos ovos, compondo a estrutura óssea e auxiliando o metabolismo da glândula reprodutiva.  

A fim de que esses minerais funcionem de maneira eficiente, a proporção entre eles precisa estar equilibrada. Quando o produtor não se atenta a esse balanço, pode ocorrer:  

  • Queda no peso dos ovos; 
  • Aumento de rachaduras; 
  • Redução da qualidade, já que a casca não se forma completamente.  

Outro aspecto interessante é que as poedeiras ainda contam com o “osso medular”, um tecido específico que armazena cálcio e o libera principalmente durante a noite, período em que a formação da casca dos ovos fica mais intensa.   

Assim, se a dieta oferecida pelo produtor não repõe esse nutriente adequadamente, o osso medular pode se desgastar, afetando tanto a estrutura óssea das aves quanto a sua capacidade produtiva.  

Quais os benefícios da suplementação de aves com cálcio e fósforo? 

Quando cálcio e fósforo são oferecidos corretamente por meio da suplementação, o organismo das poedeiras consegue manter um equilíbrio entre disposição e reposição mineral, cujos benefícios são: 

  • Cascas mais resistentes; 
  • Ciclos prolongados; 
  • Menor índice de perdas ao longo do lote. 

Além disso, a oferta adequada desses nutrientes contribui também no aumento da persistência produtiva, a melhora o bem-estar das aves e o reforço dos resultados econômicos do sistema. 

Além de fortalecer a estrutura óssea e garantir estabilidade produtiva, o balanceamento adequado desses minerais sustenta a persistência de postura, favorece o bem-estar das aves e melhora o retorno econômico do sistema.  

Nesse contexto, o Foscálcio reúne fontes altamente assimiláveis de cálcio e fósforo, oferecendo suporte eficiente ao metabolismo das poedeiras. Sua elevada biodisponibilidade favorece a renovação contínua do osso medular, reforça a qualidade da casca e mantém o desempenho mesmo em fases de maior exigência metabólica. 

Boas práticas e dicas a fim de aumentar a produção de ovos 

Além da suplementação e do manejo adequado das aves poedeiras, outros detalhes também podem influenciar a produtividade dos ovos. 

Um deles é a iluminação constante, sem mudanças bruscas, uma vez que ela mantém as aves ativas e estimula a postura. Já os sistemas integrados, que proporcionam também melhor ventilação do ambiente, reduzem o calor excessivo, preservam o consumo e diminuem o estresse térmico. 

A qualidade da cama onde as aves descansam também é um fator importante. Superfícies limpas e secas diminuem os riscos sanitários, criando um ambiente mais seguro a sua produção.  

Neste sentido, a biosseguridade também é indispensável. Estratégias como a criação de barreiras físicas, higienização dos equipamentos e limitação de acesso de pessoas mantêm o lote protegido dos agentes externos.  

Por fim, recomenda-se manter o controle semanal do peso corporal das aves e o dimensionamento da quantidade de aves que ocupam o mesmo espaço. Tais estratégias facilitam o manejo e evitam o desgaste das aves, uma vez que não haverá disputa por espaço e alimento.  

Lembre-se: a junção de genética eficiente, alimentação equilibrada e ambiente controlado cria o cenário ideal a fim de maximizar a produtividade dos ovos.  

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