Quais são os tipos de cochos para alimentação de bovinos?

5 min de leitura

Os cochos para alimentação de bovinos podem variar de acordo com o material utilizado e o objetivo a que lhe confere. Sua principal função é favorecer o consumo pelos animais e diminuir as perdas do alimento ofertado, podendo ter sua estrutura de plástico ou alvenaria, serem fixos ou móveis, cobertos ou sem cobertura. 

Neste artigo, você aprenderá mais sobre cochos para alimentação de bovinos, aproveite a leitura!

Qual o melhor tipo de cocho para gado?

Entre os materiais utilizados para confecção de cochos para alimentação, existem diversas opções no mercado, onde os mais disponíveis são de plástico, tambor, madeira, pneu e alvenaria. Pré-fabricados ou não, o fator que de maior impacto na escolha do modelo, normalmente, são custo e oferta regional. 

Neste sentido, os cochos de alvenaria necessitam de um maior desembolso, porém, têm maior durabilidade e podem proporcionar menores perdas de produto, quando estão com instalação e coberturas adequadas. 

Por outro lado, os cochos confeccionados a partir de materiais menos onerosos e com maior facilidade de construção como, por exemplo, meio tambor, têm menor custo inicial e menor durabilidade, mas podem ser móveis e atender várias unidades de pastejo da fazenda. 

De forma intermediária a questão custo e durabilidade, temos as opções dos cochos de madeira e pneu. Os fatores importantes na hora da escolha e implantação dos cochos são:

  • categoria animal que terá acesso;
  • local de instalação;
  • nutrição fornecida e custo.

Qual o tamanho ideal de cochos para alimentação?

As dimensões dos cochos para alimentação devem ser compatíveis com a categoria animal e nutrição fornecida. Principalmente, quando nos referimos a altura e espaçamento, pois cochos onde há dificuldade de acesso dos animais, o consumo da nutrição fica prejudicado e, consequentemente, não será possível alcançar o desempenho desejado.

Normalmente, os cochos para alimentação ficam distantes do solo, em torno de 30 cm, para dificultar perdas de produto e contaminação por terra, lama, fezes, ou até mesmo, que os animais entrem nele. 

Para garantir o acesso de todos os animais do lote ao produto, dimensionamos sua largura de acordo com a nutrição utilizada, onde podemos aplicar 3 cm por animal para o fornecimento de sal mineral até 60 cm por animal para dieta total.

Cochos para bovinos criados a pasto

A cobertura dos cochos instalados no pasto é de grande importância para evitar perdas de produto durante as chuvas. A água da chuva, dependendo do volume e tempo em contato com a nutrição do cocho, pode causar empedramento, fermentação ou lixiviação de nutrientes. 

Fatores que comprometem diretamente a qualidade do produto, o consumo, nutrição e desempenho animal.

Existem diferentes modelos e materiais para cobertura e proteção de cocho contra água de chuva que podem ser utilizados. A escolha vai depender da disponibilidade, do custo e do clima da região.

Outro detalhe importante é a necessidade dos cochos para alimentação, com ou sem cobertura, não acumularem água. Nem sempre a cobertura será suficiente para impedir que a água de fortes chuvas molhem os cochos, porém é fundamental que ela não se acumule neles. Para tanto, algumas perfurações, no seu fundo, costumam ser suficientes para que a água escoe naturalmente e não fique acumulada no seu interior.

O acúmulo de água no cocho, dependendo da nutrição utilizada, pode causar grandes prejuízos e, dependendo do caso, até a morte de animais quando utiliza-se ureia na composição. Pois a ureia, em contato com a água acumulada, se dissolve e, ao consumir esta água, o animal ingere, de uma única vez, uma grande quantidade de ureia, podendo levar o animal a óbito.

A disposição dos cochos para alimentação, nos piquetes, deve ser, preferencialmente, próxima ao bebedouro a fim de se favorecer o consumo da nutrição ofertada. Animais com acesso facilitado à água de boa qualidade têm maior consumo de matéria seca e suplemento diário, o que lhe permite expressar seu potencial genético para produção. 

Por outro lado, animais com acesso dificultado à água, com bebedouro distante do cocho ou que recebam água de má qualidade, podem sofrer com estresse térmico, ter menor consumo de matéria seca e menor produção. Fatores que impactam diretamente na produtividade da fazenda e sua rentabilidade.

Na escolha dos cochos para alimentação, também dele ser levado em consideração a capacidade operacional da fazenda. Afinal, a forma e a frequência de abastecimento do cocho é fundamental para minimizar perdas e maximizar consumo. 

Entre forma e frequência de abastecimento, pode-se variar desde o abastecimento manual até o mecanizado, com frequência diária ou semanal de acordo com a necessidade e objetivo. 

Baseado nisto, o formato do cocho pode influenciar diretamente no sucesso da operação, pois cochos que favorecem seu abastecimento e dificultam as perdas de alimento, contribuem positivamente e diretamente no tempo de serviço e no custo de produção. 

Enquanto isso, cochos mal posicionados, os quais dificultam seu abastecimento e/ou favorecem perdas de alimento, interferem de forma direta e negativa no consumo dos animais e no lucro do negócio.

A frequência de abastecimento está diretamente ligada ao consumo animal do alimento ofertado e a conservação do mesmo. Onde, frequências maiores de abastecimento estimulam o consumo e dificultam a deterioração da nutrição ofertada. Ambos favorecendo o sucesso da produção.

Impactos da escolha do cocho para alimentação no desempenho animal

A escolha do cocho para oferta de alimento na propriedade pode parecer simples, mas são os detalhes nele, na sua implantação e sua utilização que fazem a diferença no resultado obtido. 

Cochos com design, dimensionamento, instalação ou abastecimento inadequados à nutrição ofertada, não atenderão as expectativas e necessidades a que se destinam. Podendo contribuir de forma negativa ao desempenho animal. 

Da mesma forma, cochos com design, dimensionamento, instalação e abastecimento adequados à nutrição ofertada, trarão benefícios para produtividade e menor custo de produção. Influenciando, diretamente, no lucro final.

Para uma melhor visualização da dimensão e influência que os cochos e seu manejo têm na lucratividade da operação, basta escalonar 1% de perda na nutrição, por exemplo. 

Sabendo que a nutrição pode representar até 70% do custo de produção, se tivermos 1% de perda ligados às questões de fornecimento no cocho, como abastecimento e consumo, por exemplo, estamos falando de um prejuízo de 1,43% no custo total de produção. 

Ou seja, considerando um desembolso baixo com nutrição, na casa de R$2,00/animal/dia, 1% de perda representaria um prejuízo de  R$7,3/animal/ano. Escalonando para 10.000 animais na propriedade, haveria uma perda de R$73.000,00/ano.

Quando trazemos estes números para valores de nutrição atuais, as perdas são ainda maiores. Mostrando a participação e influência direta dos cochos na lucratividade do negócio.

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Artigo escrito por Paola Gabarra | Especialista em Desenvolvimento de Mercado em Nutrição Animal da Mosaic Fertilizantes

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