Qual a função dos fertilizantes e quais são seus tipos?

5 min de leitura

Você já se perguntou qual a diferença entre adubo e fertilizantes e a função de cada um? Então este texto foi escrito para você! Chegou o momento de você saber tudo sobre fertilizantes! Confira o artigo que escrevemos e boa leitura! 

Sabia que a fertilidade natural dos solos brasileiros é muito baixa, em função da baixa disponibilidade de nutrientes? Além disso, eles são ácidos, têm alta fixação dos principais nutrientes e alta saturação por alumínio. Conheça mais detalhes sobre as características dos solos, no parágrafo a seguir!

Os solos não possuem reservas de nutrientes o suficiente para manter altas produtividades. Para mantermos os níveis adequados desses nutrientes no solo, bem como manter e/ou aumentar a produtividade por área das principais culturas no território nacional, há a necessidade da utilização de insumos específicos. Esses insumos servirão para o condicionamento e fornecimento dos nutrientes na quantidade correta para as culturas.

O fertilizante ou adubos e os corretivos são comumente utilizados para suprir a exigências das culturas que cultivamos nacionalmente e mantermos os elevados níveis de produção. Os fertilizantes/adubos e os corretivos são aplicados para eliminar as limitações químicas e físicas dos solos brasileiros e suprir a necessidade nutricional das culturas.

O que são fertilizantes e qual a função deles?

Fertilizantes são insumos que podem ser obtidos de maneira natural ou sintética, orgânica ou inorgânica. Eles têm como principal função, fornecer nutrientes para atender as exigências das culturas para que elas tenham desempenho, crescimento e desenvolvimento adequados e dessa forma produzir alimento para abastecer o mercado consumidor.

Quando falamos de pastagem, sabemos que é uma cultura perene (ciclo longo) e apresenta alta produtividade, variando de 16 até 28 ton/ ha de matéria seca (MS) que vai depender principalmente da espécie forrageira e da dose de fertilizante aplicado na área.

Como podemos observar na tabela abaixo, há grande demanda das pastagens tanto por macro e micronutrientes para produção de 1 ton. de MS. Em função disso, as pastagens devem ser monitoradas periodicamente com o auxílio de análise de solo para que os nutrientes sejam repostos.

Devemos levar em consideração a espécie forrageira e a intensificação do sistema de produção. Sabemos que gramíneas do Grupo I (Mombaça, Colonião, Centenário, Tobiatã, Tifton, Napier, entre outros cultivares) são mais exigentes nutricionalmente que as gramíneas do Grupo II e III (Marandu, Xaraés, Piatã, Vencedor, Massai e outros.) sendo que as primeiras necessitam de maior dose de fertilizantes para suprir as exigências.

Por isso que é de suma importância fazer o acompanhamento das áreas de pastagens via análise de solo e fornecer nutrientes com alta solubilidade e prontamente disponíveis para as forragens em função do déficit de nutrientes do capim utilizado e, dos números de animais por área.

Os fatores citados anteriormente são os pontos que devemos levar em consideração para uma adubação de pastagens mais assertiva, aumentar os números de animais alinhado com o objetivo do pecuarista, aumentar a produtividade por área e por consequência o retorno econômico da propriedade rural.

Tabela: Exigência de macro e microminerais necessárias para produção de 1 tonelada de pastagem.

N é Nitrogênio, P-Fósforo, K-Potássio, Ca-Cálcio, Mg-Magnésio, S-Enxofre, B-Boro, Cl-Cloro, Co-Cobalto, Cu-Cobre, Fe-Ferro, Mn-Manganês, Mo-Molibdênio, Zn-Zinco, Na-Sódio.

Sabemos que uma adequada nutrição das pastagens, além de dar melhores condições para aumentar a produção de matéria seca (MS) por hectare e por consequência o número de animais alojados na fazenda, também fornece condições para aumentar a proteína bruta do capim, que por sua vez, terá influência direta e positiva no desempenho animal.

Em vários trabalhos de pesquisas mostram que animais criados em pastagens adubadas ganham cerca de ±200 gramas/cabeça/dia a mais que animais criados em pastagens não adubadas. Com esse ganho adicional e maior número de animais por área conseguimos aumentar a produtividade em peso vivo, carcaça e carne, desse modo, acaba incrementando a rentabilidade do sistema de produção.

Quais são os tipos e a diferença entre adubo e fertilizantes?

Apesar de serem nomes diferentes, adubo e fertilizante denominam a mesma substância que fornece um ou mais nutrientes para as plantas, podendo ser mineral ou orgânica, natural ou sintética. Geralmente a denominação fertilizante é utilizada em contextos mais formais, enquanto o termo adubo é usado para um público mais amplo com garantia de maior entendimento.

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Existem vários tipos de fertilizantes que podem e são usados tanto na agricultura como na pecuária. Os fertilizantes, como já dito anteriormente, são insumos que aplicamos nas culturas para que elas desempenhem e produzam mais por área de forma rentável e sustentável.

Conheça os tipos de fertilizantes:

Orgânicos: foram os primeiros adubos usados na agricultura. Esses adubos têm como matéria-prima dejetos de origem animal (esterco, compostagem e húmus de minhocas etc.)

Mineral: é o mais comum e comercializado atualmente, são oriundos de processos físicos tais como britagem, moagem, sequência de lavagens tendo como matéria-prima o mineral original (nitrogenados, fosfatados, potássicos e outros).

Organomineral: é o resultado da mistura do adubo orgânico com o fertilizante mineral.

Levando em consideração os tipos de fertilizantes que existem, veja exemplos dos principais nutrientes que os fertilizantes podem apresentar:

  • Nitrogenados – fonte de nitrogênio (N);
  • Fosfatados – fonte de fósforo (P);
  • Potássicos – fonte de potássio (K); 
  • Sulfatados – fonte de Enxofre (S);
  • E combinados NPKS, onde na mesma formulação conseguimos aplicar os três nutrientes na mesma operação.

Quais são os fertilizantes mais usados na pecuária brasileira?

Atualmente temos inúmeros tipos de fertilizantes bem como matéria-prima para formulações com a finalidade de fornecer os nutrientes adequadamente. Hoje temos como fontes de fósforo o supersimples (00 23 00), super triplo (00 41 00), MAP (fosfato monoamônico – 11 52 00), DAP (fosfato diamônico – 18 46 00) e fosfato natural reativo (FNR – 00 27 00). De nitrogênio, o sulfato de amônia, nitrato de amônia e ureia agrícola. Como fontes de potássio, o cloreto de potássio.

Das fontes acima citados, na pecuária os mais vendidos são:

  • Ureia agrícola, como fonte de N;
  • MAP, como fontes de P;
  • Cloreto de potássio (KCl), como fonte de K.

Eles são os mais comercializados e usados pelos pecuaristas principalmente pelo fato de serem os mais concentrados em relação aos demais, dessa forma aplicando uma quantidade menor de fertilizante para obter a mesma quantidade de nutrientes aplicados na área, e consequentemente menor custo por hectare.

O que são fertilizantes NPK?

Os fertilizantes NPK são aqueles que apresentam na mesma formulação níveis de nitrogênio, fósforo e potássio. Eles podem vir na forma de mistura de matérias-primas (MP) para obter uma determinada formulação e atender à exigência de uma certa cultura.

Também é possível que os três nutrientes venham no mesmo grânulo. Ou seja, as MP são misturadas, pulverizadas e posteriormente regranuladas, assim temos em cada grânulo os três nutrientes.

Fertilizantes que possuem a tecnologia de apresentarem vários nutrientes no mesmo grânulo, facilita e melhora a homogeneidade de aplicação. E outro ponto importante: os nutrientes que são requeridos em baixas quantidades por área, possuem elevada dificuldade de aplicação, nesse caso, o uso dessa tecnologia acaba facilitando a aplicação, permitindo que a aplicação aconteça de forma uniforme.

Saiba mais sobre tecnologia de fertilizantes acessando a página do MPasto, você já conhece essa linha? É uma linha de fertilizantes desenvolvidas especialmente para pastagem, conheça clicando no botão abaixo!

fertilizantes - botão de MPasto

Artigo escrito por Fábio Ferrari | Especialista em Desenvolvimento de Mercado em Pecuária da Mosaic Fertilizantes

Fonte:

Composição química inorgânica de forrageiras do Estado de São Paulo. Bol. Indus. Animal (São Paulo), 31 (1): 115-137.

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